domingo, 17 de janeiro de 2010
Deixa-te estar assim.
Tu podes.
Não mexas um dedo, não mexas um músculo.
Eu vou pedir ao vento que não te mexa no cabelo.
Assim, podemos parar os ponteiros do relógio,
podemos parar o tempo, vendê-lo.
Tu podes.
Não mexas um dedo, não mexas um músculo.
Eu vou pedir ao vento que não te mexa no cabelo.
Assim, podemos parar os ponteiros do relógio,
podemos parar o tempo, vendê-lo.
E posso começar a sussurrar-te.
Posso cantar baixinho,
que sei que vais ouvir.
Posso pôr um sorriso no peito,
que sei que o vais sentir.
E tu podes deixar-me viajar
em ti, sempre.
Podes confirmar que a verdade
nada mais é que a saudade,
e que a minha boca não mente.
O eterno é o amor.
O eterno é a música das folhas,
e dos rios, e do vento.
O eterno é o sabor
da vitória, do combate
contra o tempo.
Alexandra Mendes
Xana,
Não sei se foi este o poema com que ganhaste o concurso a nível de escola, mas gostei muiti.